KACOU 17 : A CONFISSÃO PÚBLICA

(Pregada no domingo 10 de agosto de 2003 em Locodjro, Abidjan - Costa do Marfim)

1 O grande combate desta Mensagem não tem consistido somente em desvelar a serpente, a sedução, mas também em coroar a obra da santificação, tanto carnal como espiritual. E nós estamos em um importante elemento apostólico: a confissão pública.

2 E esta doutrina sublime, é inevitável mesmo para os pecados ligeiros, isto é, involuntários ou por erro. Por exemplo, se alguém lhes pede um dinheiro e vocês dão-lhe sem questionar e que ele vai jogar lotaria, compra cigarros, bebida alcoólica… ou se murmurarem ou cantarem uma canção pagã por erro… vocês são culpados. Se vocês se associarem mesmo por um segundo, para orar com uma pessoa dessas igrejas católicas, protestantes, evangélicas ou branhamistas, incluindo todas essas igrejas chamadas reveladas ou restauradas, ou estas missões e ministérios, vocês são culpados, assim como aquele que consulta um adivinho ou um fetichista. Se vocês estiverem em algum lugar sem a Bíblia e há uma versão Louis Segond, ou Scofield, ou Thompson, ou King James, olharão para aquilo como uma armadilha de Satanás.

3 Vocês não podem usar palavras ou expressões de rua. E nem por um morto, nem por uma festa ou um casamento, por nada... entrarão em nenhuma dessas igrejas, suas vigílias ou células de orações. Se vocês pecarem ligeiramente em palavras com alguém que vocês conheciam ser um zombador ou um fofoqueiro, é um pecado semelhante àquele que vai á casa de uma prostituta. Esses são pecados aos quais nós devemos ser confrontados, pois, ao ponto onde nós chegamos, qualquer que se entrega mesmo uma vez à masturbação, à mentira, à fornicação, à política, ao adultério, ou que não paga os dízimos ou oferta, … é para nós um inimigo formidável e o objeto dos nossos problemas, ele é como um leproso no campo de Israel. 

4 Mas saibam que se alguém nos atormenta como Acã ou segue indignamente esta Mensagem, ele está sob a maldição de 1 Coríntios 11:27-30. Se vocês estão sentados ali com alguns pecados e que as pessoas se confessam ao redor de vocês e que isso não diz nada a vocês, saibam pelo menos que vocês estarão preenchidos com demônios e com maldições. Saibam que vocês vieram na casa de Deus só para regressarem dela amaldiçoados em vez de serem abençoados. Tomam atenção, pois, o pecado não é uma segunda natureza para os filhos de Deus e Deus disse a Moisés: «aqueles que me têm tentado dez vezes não entrarão na terra prometida». Todas as vezes que vocês se sentarem lá com alguns pecados não confessados em seu coração, isso sobe diante de Deus no Céu. [Ed: A congregação diz: «Amém!»].

5 Da mesma maneira, vocês não podem confessar com sorriso nos lábios. E você deve retirar o seu casaco antes de confessar. A confissão pública não deve ser uma pregação, um testemunho, um ajuste de contas ou uma justificação, mas confissão com arrependimento. Evitem também detalhes, a não ser que a congregação os requeira. Se vocês pecaram contra alguém e ele continua a falar sobre isso, mesmo se isso foi antes do batismo, confessam isso a ele depois diante da congregação. Vocês veem?

6 Se você pecou, não venha levantar-se aí para dizer: «oh! Irmãos… entendam-me! A Bíblia diz que a carne é fraca, eu fiz tal coisa…». Não é você quem deve dizer isso aos seus Irmãos! Deve ser algo como: «irmãos, eu pequei contra Deus e contra vocês, eu perdi as forças, eu traí vocês, eu não sou digno de ser chamado irmão! Tal coisa me aconteceu…».

7 Também, que todos os que têm algo para confessar, o façam juntos um após o outro e que haja uma só oração para todos. Depois de todas as confissões, a palavra será dada para a congregação por aquele que dirige a confissão pública, a fim de que a congregação possa intervir nas confissões. Mas um irmão que confessou, não é digno de falar sobre a confissão do outro.

8 Mas, há coisas que não devem vir à confissão. Por exemplo, se você não conseguiu falar diante de alguém que tenta contradizer a Mensagem, a solução não é vir à confissão pública, mas você tem que chamar de volta aquela pessoa para dizer-lhe o que você não foi capaz de dizer-lhe antes de vir se confessar. Da mesma maneira, aquele que não pagou o dízimo, só se confessa depois de tê-lo reembolsado.

9 Bem! A confissão auricular, quer dizer a confissão de pecados a um padre ou a um pastor, é uma instituição humana. Desde o tempo do Senhor Jesus Cristo, os apóstolos instituíram a confissão pública segundo o poder que o Próprio Senhor Jesus Cristo tinha dado em João 20:23. A confissão pública foi abolida no fim do século III e foi substituída pela confissão auricular, que foi estabelecida pelo santo Benedito, fundador da ordem dos beneditinos, mas não com a remissão dos pecados. No ano 1215, a confissão auricular foi imposta no Concílio de Latrão e tornada obrigatória, depois, dois anos mais tarde no Concílio de Trento, ela se tornou num dogma absoluto. É em 758 que a confissão auricular foi introduzida no Ocidente pela ordem religiosa do Oriente no lugar da confissão pública.

10 E depois da confissão auricular, o padre dizia: «eu te absorvo o quanto eu posso e como o precisas». Em vez de dizer: «que Deus perdoe os teus pecados assim como os meus!».

11 E em cumplicidade com os padres, alguns reis e imperadores tiraram vantagem da confissão auricular para cometer crimes. O rei Luís XI costumava confessar logo que ele tivesse cometido um grande crime e ele tinha, portanto, o coração aliviado e a consciência livre. E ele sempre confessou, porém, se fosse a confissão pública, ele não o faria. E naquele mesmo tempo, essa prática protegia o seu trono. Na Normandia, um jovem homem confessou a um padre dizendo que ele queria matar o rei Francisco I. O padre informou ao rei e isto resultou no que vocês sabem. Contudo, se fosse numa confissão pública, o rei não poderia fazer nada a esse jovem homem. Vocês veem?

12 Confessar pecados a um homem, que ele seja padre ou pastor, não é correto. Isso vem do diabo. [Ed: A congregação diz: «Amém!»].

13 Verifiquem a história e vocês verão que em Israel, no jejum de Kippur, quer dizer grande perdão, a confissão era pública. Nesse dia, todos os judeus uniriam-se e confessariam os seus pecados publicamente durante um quarto de um dia! Não um quarto de uma hora, mas um quarto de um dia, um após o outro… leiam Neemias 9:1-3 e vocês verão isso! Vocês veem?

14 Dizer os seus pecados a um padre ou a um pastor não se chama confissão, mas confidência. Você confidenciou a um padre ou pastor para aliviar a sua consciência, mas não fale de confissão. A confissão auricular ou privada é uma hereditariedade católica.

15 Aqui está o que diz o dicionário Littré, Volume 2, página 633: «confissão auricular ou privada: confissão que é feita aos ouvidos do padre, à oposição à confissão pública, que era costume na Igreja Primitiva». Agora, aqui está o que Larousse do século XX diz, volume 2, página 404: « confissão auricular ou privada: aquela que é feita em secreto a um padre ou a um pastor, confissão pública: aquela que uma vez foi feita diante da igreja». Vocês veem? Desde os apóstolos até ao século IV, era a confissão pública. Depois a igreja católica romana pôs fim a isso e instituíu a confissão auricular. Deus não pode ouvi-los a não ser que a vossa confissão seja pública, porque é um mandamento. Não confundem, fazer umas confidencias e confessar.

16 Nos Evangelhos, em João 8, uma adúltera tinha que ser apedrejada, mas ela pôde alcançar o cruzamento da lei e da graça e aí, a graça prevaleceu. Vocês veem? Toda gente queria apedrejá-la de acordo com o que acontecia sob a lei desde Moisés. Foi Moisés quem ordenou isso porque qualquer pecado é contra o povo. Por que os judeus queriam apedrejar essa mulher se o seu pecado não era contra eles? Vocês veem? Todo povo apedrejou Acã em Josué 7. O pecado de Acã prejudicou-os, porque foi também pecado deles. Foi-lhes imputado o pecado de Acã. E é a mesma coisa hoje. Desde o momento que vocês acreditam na Mensagem e que vocês têm recebido o batismo, vocês são membros do corpo de Cristo. Todos nós formamos o corpo de Cristo e o pecado de um membro é o pecado de todo corpo. E então, se um membro esconder seus pecados e vem se sentar aqui, ele é um inimigo como Acã. Vocês veem?

17 Moisés deu aos judeus o poder de apedrejar, mas o Senhor Jesus Cristo deu-nos o poder de perdoar. Mas só podemos perdoar se você confessar diante da congregação, diante de todos. Se você tem medo ou vergonha da congregação, então não peque[Ed: A congregação diz: «Amém!»].

18 Nós acreditamos que depois do batismo, nós formamos um corpo e que o pecado de um membro é o pecado de todo corpo. E Mateus 18:18 diz: «em verdade vos digo: tudo quanto ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo que desligardes na terra será desligado no Céu». E em João 20:23, quando o Senhor Jesus Cristo disse: «            àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos». Era para os humanos que Ele se dirigia. E estes humanos, somos nós, a Igreja viva. [Ed: A congregação diz: «Amém!»].

19 Em Mateus 16:19, o Senhor Jesus Cristo deu este poder de perdoar a Pedro. Mas logo que a igreja se formou, este poder se deslocou e foi para a Igreja. Assim, Mateus 16:19 fala daquele que tem as chaves do Reino na terra. Aquele que tem as chaves do Reino; uma única pessoa cuja oração é recebida diante de Deus, mais poderosa que a oração de toda terra reunida.  Em tempos de angústia, em 2 Reis 19, o rei Ezequias mandou Eleaquim o soberano sacerdote, e Sebna, o escriba, e os anciãos dos sacerdotes para Isaías, o profeta, afim de que ele pudesse erguer uma oração para Israel. E eles devem ter dito: «oh rei, nós te informamos que todos os sacerdotes de Israel têm decidido um jejum de Jeosafá para todo o país e um jejum de Ester está à vista com o acordo de todas as igrejas e os seus presidentes e até oitocentos profetas viram sucesso em antecipação». Mas o rei disse: eu prefiro Isaías. Vão a Isaías, o profeta que está sozinho contra todos os homens de Deus! [Ed: A congregação diz: «Amém!»]. Eu prefiro Isaías, o que todos combatem. Na história, eu compreendi que o que todos combatem, é ele que tem as Palavras de Vida eterna. Amém! Os bons reis de Israel têm sempre agido assim.

20 Agora, vamos voltar ao nosso texto!  A confissão pública é um pesadelo para os obreiros de pecados nas congregações. É por isso que eles não a querem! Eles ficam tristes quando falamos da confissão pública. E um membro da igreja das assembleias de deuses disse-me: «a Mensagem é verdadeira e eu quero mesmo vir, mas se vocês anularem a confissão pública, vocês farão muito mais convertidos!» Outros dizem: «se eu me confessar publicamente, alguns fiéis irão falar da minha confissão fora!» Mas, se for assim, então não pecam! Vocês veem? Uma suposta confissão dirigida diretamente a Deus é o diabo. Vocês veem? Toda confissão deve ser pública diante da congregação. Este é o mandamento de Deus hoje. Esta é a Mensagem e a revelação de Jesus Cristo hoje. [Ed: A congregação diz: «Amém!»].

21 E falando da confissão pública, o que diz Jó? Leiamos aquilo, Jó 31:33-34: «se eu cobri as minhas transgressões como Adão, por esconder a minha iniquidade no meu coração, porque eu temi a grande multidão, e o desprezo das famílias me aterrorizava, afim de que eu me mantivera em silêncio, …». Agora, eu vou ler o versículo 40, ouçam bem: «... que os espinhos cresçam em vez de trigo, e joio em vez de cevada!» Vocês veem? Jó diz que se, por causa da multidão de pessoas, se por causa do desprezo das pessoas, ele escondesse a sua iniquidade em seu coração, se ele empreender uma atividade, que isso falha! Se você teve a força para pecar e você está envergonhado ou com medo de confessá-lo publicamente como Jó, então uma maldição estará sobre você e sobre o qual você colocará a sua mão! [Ed: A congregação diz: «Amém!»].

22 E quanto às reações depois da confissão pública, não estamos em uma sala de aula e não queremos analisadores brilhantes de confissões públicas, umas pessoas que são como obrigadas a pronunciar-se sobre cada confissão, nós não as queremos. Toda intervenção deve ser com docilidade, a fim de trazer de volta o pecador. Mas se isto parece como uma agressão, então essa intervenção é diabólica.

23 E pelo que diz repeito ao perdão, a congregação é livre de perdoar ou de não perdoar em virtude do poder que Deus Ele mesmo concedeu à Igreja em Mateus 18:18 e João 20:22. Ninguém deve dizer: "todos nós somos pecadores; então devemos perdoar obrigatoriamente". Sob a lei, foi a humanos como nós que Deus deu o poder de apedrejar. E não temos o direito de torcer a Palavra em relação a nós mesmos!

24 E se um irmão que não tem nenhuma consideração por nós e pela Mensagem, vai cometer um pecado de sexo, eu requeiro que um a três meses depois da confissão, ele venha com a moça antes de nós orarmos e isso é certo. Vocês dizem: «e se ela não quiser vir?» Ela virá! Por que ela não viria? Assim como esse irmão foi sábio em mandá-la para o hotel, ele será sábio em trazê-la aqui. E se ela concordou em ir para o hotel para ser despida e desonrada, não é num templo que ela vai recusar-se em vir para ser purificada! Ele é obrigado a trazê-la aqui para ela nos dizer que ela não está concebida e que não há algum problema antes de nós orarmos por este irmão. Mas se se trata de uma irmã, ela não pode trazer este pagão. Mas ela virá depois do tempo de sanção e oraremos para ela se durante este tempo de sanção, ela permaneceu pura. Mas pelo menos o irmão ou a irmã vai dar razões pelo seu ato, já que o pecado de sexo não pode acontecer de surpresa. Considerando-o como fraco, ele pode ser dado um tempo de observação de um a doze meses durante o qual ele permanecerá na congregação e confessará pelos pecados que ele cometerá. Mas para este pecado, ele reconfessará depois do tempo de observação.

25 Mas se se trata de um caso de adultério com um homem ou mulher casada, o irmão ou a irmã irá primeiro ao cônjuge daquela pessoa e lhe pedirá perdão antes de vir confessar diante da congregação. Mas se o irmão ou a irmã for casada, ele confessará primeiro ao seu cônjuge, depois ele será acompanhado por uma testemunha, fora do seu cônjuge, para o outro casal.  E é depois desses passos que ele virá, se confessará na congregação. E eu digo-lhes que este é um mandamento do Senhor, uma revelação de Jesus Cristo para esta geração. [Ed: A congregação diz: «Amém!»].

26 Não é porque nós somos fortes que seguimos esta Mensagem, mas com a ajuda e a graça de Deus, como Josué e Calebe, nós dizemos pela fé que nós podemos! Louvemo-Lo simplesmente! Cantemos e louvemos o Seu Nome! Amém!

27 Deus reside em santidade e os anjos clamam noite e dia: "Santo, santo, santo é o Senhor". Se você ama a santidade e a santificação, você não rejeitará a confissão pública. Se você for um filho de Deus, por causa da confissão pública, você dirá: "oh, Deus! Se eu tivesse encontrado esta Mensagem desde a minha infância, eu não viveria uma má vida, há pecados que eu nunca poderia cometer." Para um filho de Deus, a confissão pública é um dom de Deus, e os escolhidos dizem amém a isto.