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PROFETA KACOU PHILIPPE : SUA ALEGAÇÃO DA DEFESA PARA O JULGAMENTO DE 03 DE JUNHO DE 2016

PROFETA KACOU PHILIPPE

Sua alegação da defesa para o julgamento de 03 de Junho de 2016.

      Sr. Juiz, após a retomada da 6ª classe, eu fui expulso na 9ª classe, em 1988. Em abril de 1993, enquanto trabalhava como operário em um campo de construção, recebi três visoes sobrenaturais que me mostraram que viria um tempo em que eu pregaria o que eu não sei e que homens de todas as raças da terra iriam acreditar nisso. É devido a esta missão que estou na prisão.

      Sr. Juiz, eu preguei a minha Mensagem, de 2002 a 2014 em 124 pregações, que Edilivre, uma editora francesa publicou gratuitamente. A Mensagem está em Inglês, Francês, Espanhol, Português, Swahili e Tamil. Ela é transmitida por todos os meios de comunicação (Rádio, televisão, jornais, folhetos, pregação pública, ...). Houve um tempo em que um espanhol chamado Orlando Azaria fez caricaturas de mim, depois alguém chamado Smalto e isto foi generalizado. Mas, mesmo se o ministro da Justiça for um dos meus fiéis, eu não posso levar isso para o tribunal porque é uma questão puramente religiosa. Quando as minhas filhas contam-me sobre como os seus amigos de escola zombam delas, eu digo-lhes: "Eles fazem caricaturas de todos, até mesmo presidentes, Muhammad e o papa. Vencem isso. Toda a vossa vida, será assim." Os meus fiéis organizaram uma resposta em torno de 2014. A partir desse momento, todos aqueles que me atacam são direcionados. É tudo. É neste sentido que uma certa senhora chamada Monney que eu não conheço convidou-se ela mesma nesta batalha religiosa, chamando-me um falso profeta e Boko Haram espiritual porque eu disse que as mulheres não devem pregar.

      Hoje, essas pessoas, como aquela senhora Monney, removeram todas as suas publicações contra mim e foram fazer uma queixa. Eles nunca podem dizer, diante de Deus, que eles nunca me atacaram, chamando-me um falso profeta. É uma questão de doutrinas que não tem nada a ver com um tribunal.

      A justiça não deve agir desta maneira, pondo-me na prisão de forma abusiva. Este é um ato extremamente injusto. Isto é uma perseguição religiosa e violação da minha liberdade de expressão. É por isso que eu chamo isto um julgamento falso e injustificado. É indigno da Costa do Marfim. É por isso que eu chamo este julgamento de falso e injustificado. Eu não sou culpado de nada. Eu vou responder as perguntas educadamente mas é um julgamento falso. Se eu for liberado ou condenado, rejeito qualquer veredicto do tribunal, e peço que tudo seja trazido à atenção da comunidade internacional. No ano 325, quando a igreja estava a batalhar , o imperador Constantine não tinha convocado o Concílio de Nicéia para aprisionar alguém. Isto é um julgamento vergonhoso e eu estou na prisão porque não há direitos humanos na Costa do Marfim. Desde a minha remoção sem mandado e minha detenção pelos serviços nacionais de informações até agora, o Estado tem procurado transformar um assunto puramente religioso em um processo civil por outras razões. Durante os interrogatórios, o Estado não sabe quando é que sou um homem religioso e quando é que sou um cidadão pertencente à Costa do Marfim.

      Sr. Juiz, na delegacia de ciber crime com um oficial chamado Dezaï, percebi claramente que era uma conspiração. Eu vi o meu documento de sentença de detenção que já estava assinado durante as interrogações. No registro, eu vi que eu poderia ser assistido por um advogado, um parente ou amigo e contudo ele enxotou o Sr. Koné Fakourou, um amigo que queria me ajudar. E durante o interrogatório, eu pude testemunhar desonestidade que eu nunca vi. Fora do Tenente Ouattara dos serviços nacionais de informações, não há ninguém que não misturou o seu trabalho com as suas crenças religiosas.

      E quando eu perguntei por que fui detido, me foi dito que não fui eu mas que meus fiéis fizeram caricaturas na Internet. Eu disse: quem são meus acusadores? Disseram-me que eram as autoridades públicas. Eu disse: Está bem mas será que a lei diz que você pode punir alguém por culpa de outra pessoa? Eles não me responderam. Sr. Juiz, a Bíblia onde você tomou o juramento, diz o contrário em Ezequiel 18:20. Foi argumentado que era eu quem ensinei isso aos meus fiéis. Eu disse: "Está bem mas será que era o Senhor Jesus Cristo que ensinou a Pedro para cortar a orelha de Malco?". Tudo isso, eles não escreveram no relatório. Disseram-me :" Estamos a chegar àquele ponto.

      Depois disso, eu tinha de ser levado à esquadra de polícia denominada "8è arrondissement" mas quando ouviram que alguns, que foram detidos durante a noite para uma verificação de rotina, estavam a caminho para o quartel general, aquele homem Dezaï ele mesmo levou-me para o quartel general onde sofri terrivelmente durante dois dias. Uma mulher que tinha asma tinha caído por causa do calor, 187 detentos foram retirados da cela, exceto eu. E quando chegamos no escritório do acusador na manhã de 20 de Maio, 2016, me foi dito que um acusador iria ouvir-me para ver se eu deveria ser levado à prisão ou ser solto. Mas fui levado diretamente para a prisão sem ser ouvido. Só me fez assinar um papel que eu não li. Estando na prisão, fiquei surpreso e. saber que eu estou na prisão porque eu teria profetizado a queda do governo atual. E todos acreditaram nesta mentira, incluindo guardas prisionais. Outros argumentam que é porque eu tenho falado contra Maomé e o islão.

      Sr. Juiz, recebi duas informações. A primeira é que é por causa de vários líderes religiosos cristãos e muçulmanos que estou na prisão. Informação confirmada pelo secretário da comissão protestante e evangélica da Costa do Marfim (em jornais, vídeos e telefonemas). Vários dentre eles confirmaram os fatos.

      A segunda informação é que, a pedido das igrejas evangélicas pro Gbagbo, o Estado deve sacrificar-me e em troca, eles vão dar o seu apoio ao governo atual. E isto, por causa da minha Mensagem que perturba o mundo. Eu, que nunca me interferi em política é que devo ser sacrificado para o governo e as igrejas evangélicas pró-Gbagbo se reconciliarem?

      Eu ouvi que eu tinha que ser condenado a uma pena pesada e depois devo ser transferido para uma prisão muito distante de Abidjan para ser isolado. E um pastor teria dito: "Ele nos perturba. Se possível, leve-o para Hague para que possamos trabalhar em paz.". Está bem mas podem aprisionar alguém em nome de Jesus Cristo e orar para que deus?

      Sr. Juiz, nenhum de todos os pastores da Costa do Marfim uma vez falou comigo. Se eles pensam que são cristãos, o que pensam de Matth.18: 15 que diz que se você tem algo contra o seu irmão, não vá para o tribunal (1 Cor.6: 1-4), mas vai para ele? Eles nunca tentaram falar comigo. Pelo contrário, eu é quem falou com eles primeiro. Tudo o que eles escreveram contra mim na internet, eles apagaram, mas aquilo vai ser gravado para sempre na parede de Deus no Céu até o julgamento. E por razões políticas, o governo aplicou diretamente o seu desejo, colocando-me na prisão, sem mesmo tentar saber quem fez aquelas caricaturas e por que, e sem me pedir para colocar ordem com os meus fiéis. Este é um julgamento absurdo e injusto. É um julgamento falso e eu rejeito qualquer veredicto deste tribunal e faço um apelo à comunidade internacional. Este julgamento não tem sentido. Ele não tem legitimidade. Se um jogador de futebol insulta outro jogador de futebol em um campo de futebol, isso pode ser levado para o tribunal? Só uma outra razão pode justificar tais sofrimentos e estas falsas acusações contra mim.

      Sr. Juiz, além disto, respeitante a tudo que eu tenho pregado e que está contido no meu livro, como o fato de que todas as denominações religiosas são do diabo ou que uma mulher não pode pregar, vou apoiá-lo até a morte. E se é por isso que eu tenho sofrido tanto, eu digo: "Amém", porque eu sou um profeta como os da Bíblia e a prisão é o batismo e a taça de grandes profetas. Isso deve acontecer, mas ai daqueles por quem isso acontece.

      Sr. Juiz, quando vi que eu fui acusado por desafiar a autoridade pública, incitamento ao ódio religioso e de radicalismo religioso, eu me perguntava, por qual outra acusação o Senhor Jesus Cristo seria crucificado se ele retornasse à terra hoje?

      Sr. Juiz, estou firmemente convencido de que a razão por eu ser aprisionado está necessariamente em outro lugar. Religiosos pregando todos os dias contra os feiticeiros e curandeiros, por que não podemos pregar contra eles também? Será que os feiticeiros uma vez os levaram para o tribunal? Sr.Juiz, tudo que eu preguei desde 8 de Julho de 2002 e que está contida no meu livro, é sob a missão divina que recebi em 24 de Abril de 1993 que eu preguei-o. E até que eu morra, eu nunca vou aceitar que fracassos na vida transformam a Bíblia em um item de mercadoria e as pobres almas em clientes. É minha missão e eu nunca forcei alguém a aceitá-lo. Um cristão ou muçulmano não pode me condenar por isso, porque é o caminho dos profetas e não há um único profeta que não disse isso. Mas ao contrário de Muhammad, eu não tomei a espada para começar uma guerra santa. África do Sul nunca aprisionou Ahmed Deedat.

      Para mim, todos esses sofrimentos desde o meu rapto, minha detenção pelos serviços nacionais de informações onde eu dormi durante cinco noites em uma cadeira, as pressões da policia de segurança informática, as noites no porão da sede da polícia, no escritório do acusador e agora na maior prisão de Abidjan, é a história que se repete, mas eu já vos perdoei. Na minha cela, perguntei-me mil perguntas. Será que Deus se tornou Satanás e agora é Abel que persegue Cain? E são os discípulos de Jesus que entregam os fariseus aos tribunais e aos soldados romanos? E se o meu livro incitou o ódio religioso, por que Edilivre, a maior editora francesa, o publicaria em 2014 e a "Librarie de France" o venderia na Costa do Marfim? Você vê? Mas, quanto a mim, não vou machucar alguém. Quando eu era pequeno, jogando na poeira, eu disse aos meus pais que até eu morrer, nunca machucaria alguém, eu nunca vou lutar com alguém e eu nunca vou enviar alguém para a polícia e não é agora que sou cristão que faria aquilo. Obrigado e obrigado ao Estado secular que aprisiona os profetas de Deus.

NB: Eu peço que cópias disto sejam dadas para a imprensa e para todas as instituições de direito.

Por mim mesmo, o Profeta Kacou Philippe, a partir da minha cela em MACA, a maior prisão de Abidjan, 29 de maio de 2016.